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QUEM É O PROFESSOR CONCURSOS? No início de 1989, um rapazola que não tinha sequer completado 19 anos se inscreveu para o concurso de oficial de justiça do Estado de São Paulo, que exige (ou exigia) apenas o 2º grau completo. Como quase todo menino dessa idade, ele não sabia exatamente que faculdade queria ou deveria cursar: o estudo e eventual trabalho como oficial de justiça iriam lhe possibilitar saber se a decisão de cursar direito era um boa alternativa. No ano anterior ele tinha abandonado o curso de geologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e feito vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Porém, tinha sido reprovado. Ironicamente, sua reprovação decorreu exclusivamente de uma nota ruim em redação. O rapazola comprou na banca uma apostila que era composta basicamente das leis que cairiam no referido concurso (naquele tempo não existia internet) e de algumas regras gramaticais. Começou a estudar, de modo a se familiarizar com os termos legais e compreender o sentido de cada artigo de lei. Foi um estudo assistemático, um singelo processo de acumulação de conteúdo sem qualquer base teórica. Felizmente, só foi divulgada a relação candidato por vaga em data próxima à da prova: como eram 330 candidatos por vaga, o rapazola em questão teria desistido de estudar para esse concurso e optaria por estudar para o vestibular que, embora distante, lhe pareceria mais viável. Mas o fato é que nosso rapaz passou no concurso e pouco tempo depois estava trabalhando como oficial de justiça da 14ª. Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado de São Paulo. E, no mesmo ano, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito da USP (em 19º lugar em mais de dez mil candidatos). E mais: com nota dez em redação! Alma lavada. (Bem, como vc. já percebeu que é esse rapazola que mais tarde iria ser o Professor Concursos, editor deste site, posso começar escrever na primeira pessoa!) Clique aqui para ver o resto da história. |